Café da manhã

A partir deste mês, pão brioche com muçarela e iogurte estão entre as opções oferecidas no café da manhã dos alunos de 78 públicas do DF. A refeição é preparada com alimentos produzidos por agricultores familiares do Distrito Federal, incluídos no Programa de Aquisição de Produtos da Agricultura (Papa-DF), criado por lei sancionada pelo governador Agnelo Queiroz.

 

O programa permite a compra direta, pelo GDF, de alimentos e produtos artesanais de pequenos agricultores rurais e organizações sociais do setor agrícola. Das 78 escolas públicas participantes, 75 estão localizadas em áreas rurais. A meta é contemplar todas as unidades da rede gradativamente. Os produtos adquiridos por meio do Papa-DF também são utilizados na preparação do almoço e do lanche da tarde dessas escolas. “As crianças que se alimentam melhor aprendem com mais facilidade. Garantir a quantidade de calorias necessárias contribui para o crescimento saudável”, destacou o governador Agnelo Queiroz.

 

Para o secretário de Educação do DF, Denilson Bento da Costa, a distribuição de novas refeições nas escolas é uma forma de aprimorar a educação no Distrito Federal. “Oferecer mais esse complemento alimentar às escolas não é apenas cuidar da saúde física dos alunos. É, principalmente, prepará-los para melhor desenvolver o processo de aprendizagem”, avalia.
O subsecretário de Desenvolvimento da Educação, Márcio Aquino, destaca que o Papa-DF terá impactos em diversas frentes, entre elas a educacional. “A ação, que envolve três secretarias (secretarias de Agricultura e Desenvolvimento Rural; de Educação; e de Desenvolvimento Social e Transferência de Renda), trará vantagens sob o ponto de vista pedagógico, já que estudos mostram que a alimentação influencia o aprendizado. Em uma perspectiva indireta, o programa causará redução na evasão e no abandono escolar, pois a escola será atrativa no âmbito nutricional”, afirma.

 

O cardápio das escolas públicas do DF é planejado por nutricionistas da Secretaria de Educação. Entre os critérios de escolha dos alimentos está o valor nutricional das refeições e a dificuldade de acesso das famílias aos produtos.

 

À frente da Gerência de Alimentação Escolar (GAE) da Secretaria de Educação, a nutricionista Eliene Sousa coordena a elaboração dos cardápios. “Escolhemos alimentos que muitas famílias não têm condições de comprar pelo alto custo, com destaque para laticínios, frutas e hortaliças. Esses produtos são fontes ricas em nutrientes essenciais ao crescimento e desenvolvimento do estudante, como fibras, vitaminas e minerais”, explica.

 

Com o Papa-DF, as escolas rurais ganharam mais uma refeição (o café da manhã e o lanche da tarde), além de variedade no cardápio. “Antes oferecíamos biscoito e leite. Agora temos mais opções, como iogurte, manteiga, bebidas lácteas e queijo”, destaca Eliene Sousa.

 

Uma das metas da Secretaria de Educação é aumentar a quantidade de frutas no cardápio de todas as 652 escolas públicas do DF. As instituições com maior vulnerabilidade social terão café da manhã, almoço e lanche da tarde. Nas demais o lanche será servido no meio da manhã ou da tarde, com grande variedade de frutas. A ideia é reduzir o índice de obesidade e sobrepeso nesse público.

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“Passou voando, nem percebi. Eu peço para os meus netos: ‘Me chamem de tio, vai’!”.

 

Há serviços prestados pelos governos que enchem de orgulho os cidadãos cansados de tanto reclamar da falta de transporte, do excesso de impostos, da educação insuficiente, da precária rede pública de atendimento à saúde e da eterna insegurança.
Sábado passado, iniciou-se a exitosa campanha da vacinação contra a gripe que livra crianças e anciãos não só da doença contagiosa, como também  de outras consequências graves, como a pneumonia. A população, de modo geral, dá pouca importância para a gripe. No entanto, além dos prejuízos à saúde, ela é responsável por grande parte das faltas ao trabalho.
Pois no primeiro dia da vacinação, este ancião contador de histórias, deixou de lado as mazelas políticas que estão nos matando afogados e se postou na fila para receber a espetadela e a bendita vacina.
No eficiente e organizado posto de saúde da QI 21 do Lago Sul, dei de cara com uma diaba vestida de vermelho e empunhando um tridente. Não me assustei, pois tenho a certeza de que não irei para os quintos do inferno; no máximo, passarei uma temporada no purgatório pagando penas por críticas que faço, sempre com as melhores das intenções.
A tal da diaba era uma dedicada enfermeira, representando a assassina silenciosa que mata milhares de pessoas descuidadas com a saúde: a hipertensão arterial. A diaba e suas colegas mediam a pressão das pessoas, orientavam procedimentos preventivos e distribuíam folhetos em quadrinhos divertidos e bem elaborados.
Segui o roteiro e confirmei o meu 12 por 8, símbolo da campanha. Fui para fila e recebi o a senha 36. Abro ,aqui, parêntese para contar uma história também engraçada que ouvi de um velho amigo que ficou com a senha 37 e que, por algum tempo, me daria o prazer forçado da sua companhia. Quando a diaba apurava uma pressão como a minha, ela fazia uma festa, e o 37 se lembrou de uma história lá das Minas Gerais, disse ele: – Um sujeito comprou uma bela camionete 4x4 para usar entre Dores do Indaiá e São Gotardo.  O veículo brilhava, parado à frente da igreja matriz. O fazendeiro ia almoçar e, quando voltava, encontrava a traseira do carro arranhado. Um pilantra qualquer, riscava, com um prego, após o 4x4, um sinal de = seguido do número 16. Irritado, o fazendeiro ia direto para a oficina e mandava reparar o dano.
Cansado do prejuízo, o fazendeiro mandou confeccionar um reluzente símbolo do sinal = e o número 16.  Pela manhã, deixou a camionete no estacionamento e, à tarde, quando foi pegar o carro, lá estava, bem cravado na lataria, o sinal de certo – no melhor estilo check –  completando a multiplicação de 4 x4 = 16.   
Quando a anedota acabou, a locutora chamava o número 20. Eu e o meu amigo ficamos observando os conhecidos que envelheceram ao mesmo tempo que a gente. Ali estava o jovem que fazia o som das festas de crianças, e, que hoje, é um senhor precisando cuidar da pressão. Estava, também, um obstetra que colocou no mundo centenas de brasilienses e que segue firme sem gripe ou problemas graves. Cumprimentamos o político aposentado que passou pela vida pública com respeito e admiração. Não tinha aparência de viver com dificuldades, ao contrário, parecia feliz por ter se dedicado por tantos anos à vida pública. – Eram outros tempos, disse o meu amigo.
O 34, sorrindo, entrou na conversa: – Quando será que a medicina vai descobrir vacinas contra a corrupção e os malfeitos? Ninguém sabia responder.
Irmã Edwirges, que passou mais de quarenta anos dando aulas de catecismo na nossa paróquia, passou por nós, vestida no seu impecável hábito branco como neve, como diziam as crianças. Chegou a minha vez. Recebi a minha dose, e o meu amigo lembrou: – Se for dirigir, não beba.
No portão, recebi a letra de uma paródia do célebre hino “Prá frente Brasil” de Miguel Gustavo que animava o povo e a seleção brasileira de 1970 e que diz: “São 30 milhões de hipertensos/em todo Brasil/do meu coração/Todos juntos vamos/prá frente Brasil/ controlar a pressão/De repente é aquela corrente prá frente/dieta e exercício entrando em ação/todos tomando sua medicação/cuidando do seu coração/ Todos juntos vamos/prá frente Brasil, Brasil/controlar a pressão.
Fiquei despreocupado com relação à Copa do Mundo de 2014; com a atenção que recebi no posto de saúde, tenho fé que estarei nos estádios com muita saúde e energia. Aliás, na despedida a diaba me disse: – Vá com Deus! Ps.: A fotografia da diaba está no meu Instagram.

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