Após a crise financeira de 2008, as exportações do Distrito Federal - que vinham apresentando forte crescimento - sofreram queda nos anos seguintes, registrando saldos de 130,08 milhões em 2009 e 152,82 milhões em 2010, valores inferiores aos obtidos naquele ano (US$ 165,79 milhões). O ano de 2011, entretanto, foi o primeiro a superar os valores exportados em 2008: o saldo totalizou US$ 184,23 milhões, sendo o maior valor exportado pelo DF em toda a sua história. O crescimento foi de 20,56% na comparação com o ano de 2010.
Segundo nota técnica divulgada pela Fibra, o impulso foi o expressivo aumento das vendas de “outros grãos de soja”, com variação positiva de 156,93%. A pauta de exportação do DF se manteve concentrada, ainda, em “pedaços e miudezas de frango” e “carnes de galos e galinhas em pedaços”, que lideram o ranking de produtos mais exportados pelo DF. Outra explicação para este acréscimo está no aumento do número de voos internacionais saindo da Capital Federal: dos itens que alçaram a nossa pauta de exportações, também se destaca “combustíveis e lubrificantes para aeronaves”, com alta de 120,15% no ano passado.
O Índice de Confiança do Empresário Industrial do Distrito Federal (ICEI-DF) atingiu 61,5 pontos em janeiro. Na comparação com o mês anterior, o ICEI-DF aumentou 5,5 pontos e em relação ao mesmo mês do ano anterior, alta de 2,5 pontos, segundo pesquisa da Fibra em parceria com a CNI. O aumento na confiança da indústria da Capital Federal deveu-se à reavaliação do empresário em relação ao cenário atual. Em janeiro, o Indicador de Condições Atuais alcançou 54,5 pontos, alta de 7,3 pontos frente a dezembro, revertendo o quadro de queda iniciado em fevereiro de 2011.
A melhoria desse indicador foi puxada pelo componente “Empresa”, que alcançou 54,8 pontos em janeiro, avanço de 4,1 pontos frente ao mês anterior. Já o Indicador de Expectativa alcançou 65,1 pontos em janeiro. O avanço do indicador deveu-se, principalmente, à melhoria da avaliação dos entrevistados em relação ao comportamento futuro da empresa. O indicador de expectativa para a “Empresa” alcançou 65,2 pontos em janeiro, alta de 3,9 pontos ante o mês anterior. “Estamos mais confiantes e, pela comparação com o ICEI nacional, nos encontramos bem acima da média das demais capitais brasileiras”, avalia o presidente Antônio Rocha.
Pesquisa realizada pela Fibra em parceria com a CNI e o Sinduscon-DF mostra que o indicador da evolução do nível de atividade da construção em novembro situou-se em 55,3 pontos (frente aos 47,2 pontos registrados em outubro). O primeiro resultado acima da linha divisória dos 50 pontos desde 2010.
Em 2011, foram criados cerca de 30 mil empregos com carteira assinada no DF. Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego, o resultado é o segundo melhor da região Centro-Oeste.
Outra sondagem realizada pela Fibra, porém, mostra que as expectativas para os primeiros seis meses do ano se tornaram menos disseminadas entre os empresários industriais. O indicador de expectativas de número de empregados alcançou 48,7 pontos em dezembro.
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