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Negócios da China

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Data de Publicação: 5 de julho de 2008
A indústria brasiliense, na busca constante por novos mercados, prepara-se para uma parceria com a China. E o caminho foi apontado durante reunião na Federação das Indústrias do DF (FIBRA) pela coordenadora do Gabinete de Apoio do Secretariado Permanente do Fórum para a Cooperação Econômica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa, Rita Botelho dos Santos. Segundo ela, as indústrias brasileiras precisam estreitar os laços comerciais com aquele país.

Isso reforça a posição do governo federal em aumentar as exportações para a China. E o DF pode contribuir neste sentido. Com o trabalho mais intenso, espera-se chegar em 2010 com vendas nacionais superiores a US$ 30 bilhões. No ano passado, o país exportou US$ 10,7 bilhões. Para o secretário de Comércio Exterior, Welber Barral, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, durante reunião ocorrida na sede da FIBRA, essa meta é possível se as indústrias entenderem a importância do mercado chinês.

O presidente da federação, Antônio Rocha da Silva, avalia que um dos maiores incentivos para ampliar o fluxo comercial é a Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP) lançada este ano pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“É o mais importante instrumento para impulsionar as nossas indústrias. E o DF vem procurando, nestes últimos meses, ampliar as vendas ao mercado externo. Nos cinco primeiro meses de 2008, superamos a barreira dos US$ 57 milhões. Para se ter uma idéia, este volume é quase 70% das exportações do ano passado”, disse Rocha.

E o caminho para aumentar as exportações passa pelo Fórum para a Cooperação Econômica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa, entidade constituída em 2003, com coordenação em Macau. Por este motivo, o governo federal trouxe a Brasília os executivos da entidade para mostrar aos empresários nacionais as potencialidades de investimentos no mercado chinês.

A coordenadora do Gabinete de Apoio do Secretariado Permanente do Fórum, Rita Botelho dos Santos, afirmou que o Brasil necessita de participação mais efetiva na entidade.

“O Fórum de Macau é uma iniciativa da República Popular da China para reforçar a cooperação econômica e comercial com os sete países de língua portuguesa. A exceção é São Tomé e Príncipe. São diversas oportunidades que se abrem com aquele mercado que precisam ser mais bem aproveitadas”, defendeu Rita dos Santos.

Durante a exposição, a coordenadora teceu detalhes sobre negócios nas áreas de transportes, obras públicas, alimentação, turismo, agricultura e piscicultura. Ela informou também que o mercado chinês encontra-se mais ágil e, atualmente, a abertura de uma empresa demora no máximo três dias. Além disso, o governo daquele país possui linhas de financiamento para empresas que queiram investir e com taxas bastante atrativas.

No encontro, os empresários brasilienses foram instados a participarem da 12ª Feira Internacional de Investimento e Comércio da China (CIFIT), que ocorrerá entre os dias 8 e 11 de setembro em Xiamen. O chefe da Divisão de Conferências do Centro Internacional de Promoção de Investimentos da China, Huang Zunan, informou que foram reservados 51 stands para empresas brasileiras. O governo federal, por intermédio da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), está organizando a participação dos investidores nacionais na exposição.

O presidente Antônio Rocha manifestou interesse em levar indústrias brasilienses para a feira. Segundo ele, o DF passa por um momento propício, tanto para a expansão das indústrias no mercado internacional, quanto para receber novos investimentos. Segundo ele, a capital federal possui atrativos para que investidores aportem recursos nas indústrias locais.

Um dos exemplos, segundo Rocha, é o Parque Tecnológico Capital Digital (PTCD), empreendimento que ocupará área de 123 hectares próxima à Granja do Torto e deverá concentrar indústrias de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC).

“Brasília mostra ao país que tem todas as condições de receber indústrias e, ao mesmo tempo, as indústrias aqui existentes possuem potenciais para irem atuar em outros mercados mundiais”, afirmou.

O secretário Welber Barral acredita que o governo federal dispõe de estudo que traz detalhes do mercado chinês. O documento, apresentado na Confederação Nacional da Indústria (CNI), mostra, por exemplo, 600 produtos que interessam ao mercado daquele país. Além disso, o governo federal pretende promover uma série de eventos que visem à aproximação comercial entre os dois países.

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