Walter Gomes
Data de Publicação: 5 de julho de 2008
WALTER GOMES
wgomes@brasiliaemdia.com.brNo Rio, paira a incertezaÉ improvável que até mesmo um bom analista de pesquisas tenha segurança para dizer quem vai suceder a César Maia, na prefeitura do Rio de Janeiro. O próprio governador da cidade confessa que lhe faltam elementos precisos para apontar a provável candidatura vitoriosa. E ele é um especialista em sondagens de opinião, tanto nas quantitativas quanto nas qualitativas.
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César quer que o seu lugar seja ocupado pela deputada federal Solange Amaral, sua correligionária do Democratas. No momento, ela divide o terceiro lugar no ranking das intenções de voto com Fernando Gabeira (PV), colega da bancada fluminense no Congresso Nacional. Conforme o Instituto GPP, cada um tem 12% das preferências dos cariocas. Com seis pontos percentuais acima deles está a comunista Jandira Feghali, que, no pleito de 2006, por pouco, muito pouco mesmo, não ganhou a vaga senatorial em disputa com Francisco Dornelles (PP). O vigilante parlamentar Chico Alencar (PSOL) crava 8%. No final da lista encontra-se o deputado estadual Alessandro Molon, fraco no município como o seu partido, o PT. Só dois eleitores em cada 100 votariam nele se a eleição fosse hoje. Quem lidera, mas está em queda, é o senador Marcelo Crivella (PRB). Sobrinho do “bispo” Edir Macedo, todo-poderoso senhor da Igreja Universal do Reino de Deus e dono da TV Record, tem (ainda) o apoio presumido de 22% das pessoas entrevistadas.
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Eduardo Paes, lançado recentemente pelo PMDB do governador Sérgio Cabral, filho, não foi avaliado no último levantamento. Antigo pefelista com estágio no tucanato, o ex-secretário estadual de Esportes é tão escorregadio em política quanto César Maia, seu criador transformado em adversário.
Sob fogo amigoDois bambas da costura política sentem o calor das chamas.
Assim estão o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), e o ministro das Relações Institucionais, José Múcio Monteiro (PTB-PE).
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Há bastante tempo foram colocados em frigideira untada.
O azeite é fornecido pelo PT, que deseja os cargos para companheiros de sigla.
Pai contra filhaEm Porto Alegre, palanque eleitoral separa a família Genro.
Apesar de Luciana (PSOL), sua filha, ser candidata à prefeitura, o patriarca Tarso (PT), ministro da Justiça, apóia a correligionária Maria do Rosário, empatada tecnicamente com Manuel D’Ávila (PCdoB), deputada federal como as duas outras concorrentes.
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O líder do acirrado confronto de partidos é, porém, o prefeito recandidato José Fogaça (PMDB), com presença assegurada no segundo turno, conforme revelam pesquisas de intenção de voto.
Hora da escolhaPalácio do Planalto imagina chapas para a eleição de 2010.
Uma delas: Dilma Rousseff (PT) e Sérgio Cabral, filho (PMDB). Outra: permanece a ministra, mas o governador do Rio é substituído pelo deputado Ciro Gomes (PSB). A terceira e quarta fantasias são lideradas, respectivamente, pelos ministros Patrus Ananias (Desenvolvimento Social) e Fernando Haddad (Educação), petistas ambos. Quinta: Eduardo Campos (PSB), que governa Pernambuco, e Marta Suplicy (PT), se ganhar a prefeitura paulistana.
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Lula já não inclui o governador tucano Aécio Neves em seus planos.
Leitura dinâmica* A cabeça do ministro das Cidades, Márcio Fortes, está a prêmio. O PP, que o indicou, tenta blindá-lo. São insistentes as investidas do PT para retomar o controle da pasta, perdido desde a queda do gaúcho Olívio Dutra.
* Dinheiro vai ficar mais caro. A taxa referencial de juros será elevada entre 0,5% e 0,75%, na próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária).
* Em três capitais os candidatos do Partido Verde lideram as preferências dos eleitores. Uma no Centro-Oeste: Palmas (TO), com Marcel Teles; outra no Norte: Pedro Velho (RO), com Lindomar Garçon. E, em Natal, com Micarla de Sousa.
* Revelação para exame: 27% dos brasileiros citam o PT como a agremiação partidária de sua preferência. A constatação é do instituto Vox Populi.
* Mais um pré-candidato à Presidência da República: o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) anuncia sua postulação.
* Os senadores do Distrito Federal nasceram bem longe do Planalto Central. Adelmir Santana (Democratas) é de Nova Iorque (MA); Cristovam Buarque (PDT), de Recife (PE); e Gim Argello (PTB), de São Vicente (SP).
* Para refletir: “Quando os homens são puros, as leis são desnecessárias; quando são corruptos, as leis são inúteis” (Benjamin Disraeli, escritor e político inglês).
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