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Marcone Formiga

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Data de Publicação: 5 de julho de 2008
Por: Marcone Formiga
E-mail: mformiga@brasiliaemdia.com.br


Rococó

Como perguntar não ofende, cabe, aqui, uma indagação, bem pertinente: por que, afinal de contas, não acabam com as rebuscadas expressões jurídicas?

Até em Portugal, que instalou essa linguagem, está começando uma reforma.

Aqui, não. “Apelo extremo” significa “recurso extraordinário; “autarquia ancilar”, “Instituto Nacional de Previdência Social”; “digesto obreiro”, “Consolidação das Leis do Trabalho”; “diploma provisório”, “medida provisória”; “ergástulo público”, “cadeia”; “exordial acusatória”, “peça acusatória ou peça acusatória inaugural” significam, em português bem claro, apenas “denúncia”.

Quem é?

Está agendada para este mês a visita oficial ao Brasil do presidente da Lituânia, pequena república báltica, Valdas Adamus.

As autoridades devem saber (se o Itamaraty não as informou) que Valdas Adamus, com mais de 80 anos, lutou ao lado dos nazistas, na Segunda Guerra Mundial, inclusive com tropas do SS.

Depois da derrota da Alemanha, fugiu para os Estados Unidos e só voltou para sua terra natal no fim da década para ser eleito o presidente.

Guiness

Ultimando seu livro de memórias, dando um balanço de tudo o que fez em seus 50 anos de vida, Madonna promete relacionar todos os seus parceiros sexuais.

Já que é assim, vai ser um tijolaço, parecido com o catálogo telefônico de Tóquio.

Pior ainda: essas “clínicas” não estão corretamente equipadas.

Solidão

Amigo íntimo de Fernando Henrique Cardoso, que foi a São Paulo visitá-lo, voltou a Brasília deprimido.

O homem, com a falta de dona Ruth, está simplesmente dilacerado.

Na lona mesmo.

Afinidade

A diferença de partidos políticos não dificulta o bom relacionamento entre o presidente Lula, petista, e o governador José Roberto Arruda, democrata. Na quinta-feira, por exemplo, Lula aceitou o convite de Arruda e foi conferir o programa Agricultura Familiar, em Brazlândia. Ficou bem impressionado com tudo o que viu.

E a reforma?

Quando passou a compartilhar o poder com o presidente Lula, o vice, José Alencar, repetia o tempo todo o discurso segundo o qual era preciso, urgentemente, executar uma reforma tributária.

Empresário, Zé Alencar considerava o sistema tributário brasileiro achatado, porque as taxas de juros são muito altas e a política monetária têm demonstrado ser restritiva, inibindo o consumo.

Seis anos depois, continua tudo na mesma.

Alto risco

Esta coluna recebeu a denúncia e repassa, agora, aos órgãos responsáveis por fiscalização, principalmente o Conselho Regional de Medicina.

Consta que, em alguns prédios comerciais da Asa Norte, funcionam clínicas para cirurgias plásticas sem as mínimas condições.

Se ocorrer alguma complicação nos pacientes, os elevadores não comportam mesas cirúrgicas, além de inexistir espaço para ambulância para transporte em casos de emergência.

Pendurando

Pelo jeito, a crise chegou a Brasília antes que a bolha da economia mundial exploda e comece a provocar estragos por aqui.

As agências de penhores da Caixa Econômica Federal estão sendo muito freqüentadas por figuras bem conhecidas nas colunas sociais.

Para superar a crise de liquidez, penduram jóias, mas procuram ser discretas.

Algumas desembarcam com óculos escuros e lenço sobre a cabeça.

Derrapagem

O mercado de carros importados em Brasília, que tem crescido muito, mas muitíssimo mesmo, nos últimos anos, deverá passar por uma mudança.

Estão para desembarcar na cidade os executivos de uma marca famosa para comunicar aos atuais concessionários que perderam a bandeira.

Por enquanto, está tudo sendo mantido no maior sigilo.

Bomba-relógio

Não é só porque está em todo esse estica-e-puxa por causa da briga com os produtores rurais, que a ainda presidente da Argentina, Cristina Kirchner, não tem estabilidade no emprego.

Dor de cabeça, mesmo, ela vai ter quando os seis milhões de argentinos, que moram em barracos no entorno de Buenos Aires, perderem a esperança.

Aí, sim, a Barbie vai ver o que é bom para tosse.

Tatuagem

Definitivamente, a julgar por um amigo paulistano do senador Eduardo Suplicy, a prefeiturável é igual a tatuagem em seu coração, não sai fácil, não.

O senador continua alimentando a esperança de que, um dia, Marta acorde com o espírito de namorada de Indiana Jones e decida, afinal, sair em busca do tesouro perdido.

Só pode ser mesmo sonho.

Odalisca

A vinda dos caciques da CBF a Brasília, na merecida homenagem aos craques que conquistaram a Copa de 1958, serviu também para sentir a pulsação dos caciques sobre o técnico Dunga, o trapalhão.

Um membro da comissão técnica vê em Dunga um irmão siamês de Felipe Scolari.

Os dois só falam em táticas e e esquemas técnicos no futebol.

Gol, que é bom, nada.

Estão mais por fora do que umbigo de odalisca.

Roseana Brecht

Congressistas bem informados sabem por que a senadora Roseana Sarney voltou a exibir um perfil politicamente brechtiano.

Existem razões para isso.

Azul-de-metileno

Não é só o topete que continua o mesmo, o ex-presidente Itamar Franco demonstra ser conservador até a medula.

Apesar de todo cafona, continua insistindo em andar em metidos ternos com a cor azul, achando que tem tudo a ver com o par de sapatos azul-metileno.

Um horror, convenhamos.

O melhor possível

Um amigo desta coluna, que merece toda credibilidade, garante, de pés juntos e tudo, que o presidente Lula não é monoglota coisíssima nenhuma.

Ele arranha também no inglês.

Garante que perguntou-lhe como pretendia fazer no tempo que resta de seu governo, ouviu,uma resposta em inglês capenga, mas dava para entender: I, ill do my best!

Ah, bom!

Lógica política

Pelo sim, pelo não, Delfim Netto está evitando entrar na campanha eleitoral em São Paulo, que vai evoluir para tapaques e bodurnas.

Delfim vem repetindo aos seus súditos, cautelosamente, uma máxima.

Política tem uma lógica especial que não admite impulsividade e emocionalidade.

Ou seja, é melhor mesmo ficar em cima do muro.

Serra-Teimoso

No atual processo político em São Paulo, o governador José Serra está consolidando a sua fama de João-Teimoso.

Aquele boneco de plástico que sempre volta à posição vertical.

Tal e qual.

Curtinhas

Moacir Zanatta, o superintendente da Amil, é o aniversariante da próxima quarta-feira. Seus incontáveis amigos de Brasília estão se movimentando para homenageá-lo, tudo low profile, como é o estilo do executivo. Merecidamente.

Emivaldo Silva, o paparazzo da cidade, deu um susto nos amigos depois que um AVC o levou à UTI do Hospital Brasília. Tantas emoções profissionais não tem coração que agüente.

O presidente Lula está querendo jantar com o seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso. É bom mesmo. Os dois têm muito, mas muito assunto mesmo para conversar.

As duas últimas festas comemorando o aniversário de Brasília tornaram-se uma tradição na cidade. Tanto que, um grupo de evangélicos procurou o vice-governador Paulo Octávio, para que dê apoio à criação de um conselho de músicos em todo o Distrito Federal para se encarregar dos shows musicais.

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