Walter Gomes
Data de Publicação: 28 de junho de 2008
WALTER GOMES
wgomes@brasiliaemdia.com.brQue tal a foto do ministro da educação, Fernando Haddad, para ilustrar a nota “Gente que sobe”?
O Brasil não é uma ilhaPrestes a terminar, este semestre começou com uma nervosa agitação, passou a preocupação angustiante e, agora, chega ao estágio de dramática tensão. Pode ser um ano de conquistas na economia brasileira, mas os sinais preliminares se contrapõem ao otimismo precipitado de agentes públicos que seguem na contramão de uma realidade na qual o verde da esperança pode ser substituído, a qualquer momento, pelo plúmbeo da incerteza. Ainda bem que a euforia passa ao largo de algumas cabeças sensatas do governo. O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, personagem emblemático de fala mansa e de controle sobre o que diz, adverte:
“A crise econômica mundial, nascida nos Estados Unidos, é uma ameaça. No nosso caso, porém, ainda não bateu à porta. Estamos vigilantes, mas ignoramos a proporção do problema americano e o reflexo no planeta globalizado. Uma coisa é certa. Não se trata de um cenário que nos interesse. Nada, porém, surge à toa.”
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Há personalidades do governo que identificam na crítica ao deslumbramento palaciano mais do que pessimismo da imprensa. Vêem na manifestação dos jornalistas a torcida contra a vitória. Ora, sempre há dúvidas sobre as gloriosas notícias anunciadas pelo Palácio do Planalto. Bom que tudo esteja bem “neste país que jamais viveu fase tão grandiosa”, como discursa o empolgado presidente Lula da Silva. Mas, convém prestar vênia à cautela. Aberta a janela para o exterior, o cenário faz medo.
Reação é forteNo Senado, o novo Imposto do Cheque é sinônimo de palavrão.
A CSS (Contribuição Social para a Saúde) está excluída da pauta da casa revisora do Congresso Nacional até, pelo menos, o fim da campanha eleitoral.
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Há rejeição na base do governo. Até senadores do PT reagem ao projeto, como é o caso de Delcídio Amaral (MS), Flávio Arns (PR) e Marina Silva (AC).
Sim, ela mesma, a ex-ministra do Meio Ambiente.
Gente que sobeFernando Haddad passa a integrar a lista de presidenciáveis.
Lula da Silva junta o nome do ministro da Educação aos de outros integrantes do governo filiados, também, ao PT.
Como, por exemplo, Dilma Rousseff (Casa Civil), ainda no alto da relação, e Patrus Ananias (Desenvolvimento Social e Combate à Fome).
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Tasso Genro (Justiça) diz que está fora, mas o governador da Bahia, Jaques Wagner, e Marta Suplicy, candidata à prefeitura paulistana, consideram-se dentro.
Algo bem antigoUm governo chamado desastre.
É o de Yeda Crusius (PSDB), no Rio Grande do Sul.
Com referência ao desequilíbrio financeiro, ela culpa a gestão anterior, sob o comando de Germano Rigotto (PMDB).
Sobre o gerenciamento administrativo, a tucana tem obrigatoriamente de assumir a responsabilidade. O seu secretariado, além de fraco, é desunido.
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Afloraram agora os escândalos de corrupção, mas a origem é bem anterior aos mandatos de Crusius e de Rigotto.
Na história recente do estado, os primeiros registros coincidem com a ascensão do PT ao poder gaúcho.
Perguntar não paga impostoCuriosidade, apenas.
Lula da Silva colocou Dilma Rousseff na roda-viva das pré-candidaturas à Presidência da República, mas você, respeitável leitor, já foi apresentado a algum possível eleitor da ministra da Casa Civil?
Leitura dinâmicaCiro Nogueira (PP-PI), com forte apoio dos deputados de menor expressão política – o chamado baixo clero –, é um empecilho para Michel Temer (PMDB-SP) voltar à presidência da Câmara.
Itamaraty informa: Javier Solana, coordenador da política externa da União Européia, vem ao Brasil. Falta acertar a data.
Há um movimento para boicotar o livro-denúncia de Paulo Henrique Amorim sobre o que se passa nas redações e nos bastidores dos órgãos de comunicação social do país. O trabalho do jornalista está em fase final de edição. Título: “PIG – Partido da Imprensa Golpista”.
Reconstrução a partir do norte fluminense. Rosinha Matheus (PMDB), ex-governante do Rio de Janeiro – como o marido, Anthony Garotinho –, é candidata à prefeitura de Campos.
Economistas independentes prevêem taxa referencial de juros entre 14% a 15%, no final deste ano. O Banco Central não desmente.
Mulheres negras ganham na cidade de São Paulo 51% dos salários pagos às brancas, revela o Observatório do Trabalho, órgão da prefeitura paulistana.
A presidente nacional do PSOL, ex-senadora Heloísa Helena (AL), reinicia a escalada política. É candidata à Câmara Municipal de Maceió.
Para refletir: “Um homem é um sucesso se pula da cama de manhã, vai dormir à noite e, nesse meio tempo, só faz o que gosta” (Robert Allen Zimmerman – o Bob Dylan –, compositor e cantor estadunidense).
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