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Data de Publicação: 21 de junho de 2008
País sério

Em um artigo publicado na edição da quinta-feira do jornal espanhol “El Pais”, o editor para as Américas da revista britânica “The Economist”, Michael Reid, afirma que o Brasil “está começando a se comportar como um país sério”.

Intitulado “Já é amanhã no Brasil”, o texto comenta a política econômica do país nos últimos 15 anos e afirma que o progresso brasileiro foi baseado em “consensos democráticos, investimento privado e controle da inflação”.

“O crescimento brasileiro, ao contrário do venezuelano, se baseia mais no investimento privado do que no gasto público. Diferentemente da Argentina, o Brasil não está permitindo que a inflação ponha em risco a estabilidade econômica”, diz Reid em seu artigo.

De acordo com o jornalista, esse “progresso” teria começado no início da década de 90 com a implementação do Plano Real, que marcou o início da abertura econômica no Brasil, antes dominada pelo Estado. Segundo ele, o plano teria “finalmente dominado a inflação”.

Enchentes causam prejuízos de US$ 1,5 bi

Tempestades e inundações nos Estados Unidos já mataram 24 pessoas e feriram 148 neste mês.

Os prejuízos dos desastres naturais deste ano estão sendo calculados em US$ 1,5 bilhão.

A histórica cidade de Louisiana, às margens do rio Mississipi, nos Estados Unidos, está debaixo d’água e pelo menos 300 pessoas tiveram que abandonar as suas casas.

Cerca de 40 quarteirões, com 30 casas e dez estabelecimentos comerciais foram inundados.

O Mississipi subiu 60 centímetros em um só dia e espera-se que suba outros 60 centímetros até atingir 8,5 metros acima do seu leito normal no sábado de manhã.

A polícia atendeu aos chamados de emergência com barcos, navegando por cima das ruas inundadas.

Na cidade de Clarksville, no Estado do Missouri, 400 voluntários correm contra o tempo para construir uma barragem de emergência de quase dois metros e meio.

Múcio ameaça sair

O descumprimento de acordo político para distribuição de cargos na Petrobras provocou uma crise na base aliada e levou o ministro José Múcio Monteiro (Relações Institucionais) a colocar o cargo à disposição.

Em conversa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Múcio disse que havia perdido “credibilidade para tocar aquele lugar”.

Lula pediu a José Múcio que não tomasse nenhuma decisão naquele momento e que aguardasse o dia seguinte, quando iria tratar do assunto. Na quarta-feira, o presidente reverteu a decisão da estatal e determinou que “acordos já firmados” fossem cumpridos para evitar defecções na base aliada.

Lula proíbe bebidas

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou na quinta-feira a lei que impede a venda de bebidas alcoólicas nas estradas em perímetro rural. Nas rodovias que cortam trechos urbanos das cidades, o comércio está liberado.

Contudo, se o condutor for flagrado com bebida ou tiver ingerido álcool antes de dirigir, será punido com uma infração gravíssima e terá o direito de dirigir suspenso por 12 meses. A carteira de motorista também é apreendida e o veículo retido até a apresentação de outro condutor.

“Sei que essa medida contraria alguns interesses, mas beneficia o conjunto da sociedade, além de desestimular o consumo de álcool é preciso dificultar o acesso às bebidas, principalmente para jovens e crianças”, disse Lula durante o discurso de abertura da Semana Nacional Antidrogas. “Da mesma forma, impedindo que os motoristas conduzam seus veículos sob o efeito de álcool.”

Da equipe

A edição foi fechada às 18h00 do dia 19/06/08

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