Publicidade
Linha

Capa da Edição »



Ano 10 - 16 a 22 de Setembro 2006
Home » Edições » 2006 » Setembro » Ed. 507 » Política

Palanque

Diminuir corpo de texto Aumentar corpo de texto

Data de Publicação: 9 de setembro de 2006
PALANQUE DF

Carne-de-pescoço

A candidata petista Arlete Sampaio simplesmente abomina a expressão que usam quando jornalistas escrevem que ela é carne-de-pescoco, muito usada no nordeste. Considera a expressão pejorativa e que não tem nada disso, porque é mais do tipo paz e amor.

Carne-de-pescoço é quem responde “esfola”, quando escuta falar “mata”.

Isso, garante, ela não faz.

Pés no chão

Sentar na poltrona principal do Palácio do Buriti não teve o efeito de uma picada da mosca azul no deputado Fábio Barcellos, que assumiu interinamente o cargo de governador durante a licença da governadora Maria de Lourdes Abadia, que pediu licença de uma semana.

O presidente da Câmara Legislativa demonstrou que sabe qual é a função de um interino: “Vou fazer com que a estrutura administrativa continue funcionando”.

Tempo integral

Com a experiência de ter ocupado o cargo tantas vezes, o ex-governador Joaquim Roriz sempre incentivou a governadora Maria de Lourdes Abadia a pedir licença do cargo para se dedicar mais à campanha pela reeleição.

Como ela concordou, ele até argumenta: “Governar e fazer campanha é incompatível. A função de governar é delicada, precisa ter muito cuidado ao fazer campanha e governar”.

Coisa de adversário

Lutando para a reeleição, o deputado federal Tadeu Filipelli (PMDB) está convencido que seus adversários estão trabalhando para derrotá-lo, usando a síndrome Chico Vigilante.

Espalham que está mais do que reeleito, com a maior votação da história de Brasília, mas quando as urnas forem abertas, nada!

Por ter vacilado, o petista Chico Vigilante acabou sendo derrotado.

Pelo sim, pelo não, Filippelli está alardeando o golpe político.

Arruda com folga

Pesquisa do Ibope divulgada, na terça-feira, pela TV Globo revela que José Roberto Arruda lidera com folga a corrida eleitoral no Distrito Federal, com 48% dos votos, contra 19% da candidata tucana, a governadora Maria de Lourdes Abadia.

Em terceiro lugar está a petista Arlete Sampaio, ex-vice governadora, com 11% das preferências. O candidato do PSOL, Toninho, tem 1%. Os votos brancos e nulos somam 9% e os eleitores indecisos, 12%.

Violência

A campanha eleitoral em Brasília está com um processo de violência que aumenta a cada dia. Na terça-feira, por exemplo, a coligação Juntos por Brasília, da governadora licenciada Maria de Lourdes Abadia, denunciou que oito homens, armados, agrediram, no Gama, um grupo de rapazes e moças que distribuíam propaganda eleitoral.

Garantem os militantes que os agressores vestiam camisetas do PFL.

Sigilo, nunca mais

Ao tomar conhecimento que a Câmara dos Deputados havia aprovado o projeto que acaba com o voto secreto, o deputado José Roberto Arruda (PFL-DF) comentou: "Espero que nunca mais deputados e senadores possam votar escondido atrás do painel eletrônico. Com o voto aberto, o eleitor saberá como os seus direitos estão sendo defendidos, na prática, pelos legisladores".

PALANQUE NACIONAL

Por que será?

A pergunta que se faz, com muita freqüência, em Brasília, é sobre a razão que levou o ex-governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), a mudar a versão da conversa que teria tido com o presidente Lula para alertá-lo sobre o esquema do mensalão.

Conforme Perillo, que é candidato a senador, em conversa que teria tido com ele, Lula teria dito: “cuida dos seus deputados, que eu cuido dos meus”. Em 2005, o então governador enviou carta ao Conselho de Ética da Câmara dos Deputados afirmando que Lula teria dito “não ter conhecimento do assunto”.

Banditismo

Atualmente com 10% das intenções de voto, a candidata do PSOL, Heloísa Helena admitiu que compreende o alto índice de eleitores que listam o voto nulo como opção. Para ela, isso traduziria a vontade daqueles que fogem do “banditismo eleitoral”.

Heloísa Helena garante que, se for eleita, fixará uma meta de 7% de crescimento para o país já no primeiro ano da administração.

Cofre cheio

Reforço no caixa do PSDB: o comando da campanha de Geraldo Alckmin à Presidência da República arrecadou pouco mais de R$ 21 milhões no mês de agosto.

O total de receita declarado é de aproximadamente R$ 20,5 milhões e o resultado garante à campanha um saldo positivo superior a R$ 700 mil ao longo do mês.

Reforma

Não é só presidente Lula que já conta como certa a reeleição.

Fernando Collor não tem dúvida que o mandato de senador já está mais do que garantido.

E tanto é assim que já está providenciando uma reforma na Casa da Dinda, onde pretende voltar a morar.

Lula com fôlego

O presidente Lula abriu mais um ponto de vantagem sobre o segundo colocado, Geraldo Alckmin (PSDB), e continua favorito a vencer no primeiro turno, de acordo com pesquisa Datafolha divulgada pelo "Jornal Nacional", na terça-feira.

Lula tem 51%, contra 27% de Alckmin e 9% de Heloísa Helena (PSOL), que caiu um.

Assepsia, não!

Ao fazer um discurso ao lado do ex-ministro da Saúde Humberto Costa (PT), indiciado pela PF nos escândalos dos vampiros e candidato ao governo de Pernambuco, o presidente Lula defendeu-o afirmando que é preciso aprender com as denúncias: "Democracia não é só coisa limpa, não", disse.

Essa declaração foi feita durante comício em Caruaru, quando o presidente comentava os ataques contra ele e seus aliados. Defendeu, inclusive, seu ex-ministro e candidato do PT ao governo de Pernambuco, Humberto Costa.

Na platéia estava Bruno Maranhão, líder do Movimento de Libertação dos Sem Terra, que foi preso após a invasão e depredação da Câmara dos Deputados, em junho.

Esperança de Alckmin

Apesar de tudo, o tucano Geraldo Alckmin ainda mantém a esperança de reverter o quadro. Sua estratégia agora é a de pedir empenho dos prefeitos do estado de São Paulo para assegurar um lugar no segundo turno da eleição.

O pedido foi feito, na terça-feira, logo depois de divulgado o resultado da pesquisa Datafolha confirmando o favoritismo de Lula para vencer já no primeiro turno.

Ameaça a democracia

Os candidatos a presidente Heloísa Helena (PSOL) e Cristovam Buarque (PDT) afirmaram, na terça-feira, que uma eventual vitória em primeiro turno de Lula poderia trazer conseqüências negativas para a democracia. Conforme Heloísa Helena, a reeleição de um governo marcado por escândalos de corrupção seria um mau exemplo para as novas gerações.

Para Cristovam, se a eleição for defendida no primeiro turno o país corre o risco de ter um governo autoritário. "Ele vai chegar numa arrogância que será antidemocrática. A tendência de termos um regime autoritário é grande", advertiu o pedetista.

Recomende esta página   Imprimir esta matéria
Revista Brasília Em Dia © 2006 - 2008 - Todos os direitos reservados.
SH - Sul Qd. 06 - Conj. A Bl. E Salas 926/927 - Ed. Business Center Park
CEP: 70322-915 - Brasília DF - NAC: C97T8 GKG4C
Fones: +55 (61) 3321-7900 - Fax: +55 (61) 3322-5681
E-mail: brasiliaemdia@brasiliaemdia.com.br