Palanque
Data de Publicação: 9 de setembro de 2006
PALANQUE DFCarne-de-pescoçoA candidata petista Arlete Sampaio simplesmente abomina a expressão que usam quando jornalistas escrevem que ela é carne-de-pescoco, muito usada no nordeste. Considera a expressão pejorativa e que não tem nada disso, porque é mais do tipo paz e amor.
Carne-de-pescoço é quem responde “esfola”, quando escuta falar “mata”.
Isso, garante, ela não faz.
Pés no chãoSentar na poltrona principal do Palácio do Buriti não teve o efeito de uma picada da mosca azul no deputado Fábio Barcellos, que assumiu interinamente o cargo de governador durante a licença da governadora Maria de Lourdes Abadia, que pediu licença de uma semana.
O presidente da Câmara Legislativa demonstrou que sabe qual é a função de um interino: “Vou fazer com que a estrutura administrativa continue funcionando”.
Tempo integralCom a experiência de ter ocupado o cargo tantas vezes, o ex-governador Joaquim Roriz sempre incentivou a governadora Maria de Lourdes Abadia a pedir licença do cargo para se dedicar mais à campanha pela reeleição.
Como ela concordou, ele até argumenta: “Governar e fazer campanha é incompatível. A função de governar é delicada, precisa ter muito cuidado ao fazer campanha e governar”.
Coisa de adversárioLutando para a reeleição, o deputado federal Tadeu Filipelli (PMDB) está convencido que seus adversários estão trabalhando para derrotá-lo, usando a síndrome Chico Vigilante.
Espalham que está mais do que reeleito, com a maior votação da história de Brasília, mas quando as urnas forem abertas, nada!
Por ter vacilado, o petista Chico Vigilante acabou sendo derrotado.
Pelo sim, pelo não, Filippelli está alardeando o golpe político.
Arruda com folgaPesquisa do Ibope divulgada, na terça-feira, pela TV Globo revela que José Roberto Arruda lidera com folga a corrida eleitoral no Distrito Federal, com 48% dos votos, contra 19% da candidata tucana, a governadora Maria de Lourdes Abadia.
Em terceiro lugar está a petista Arlete Sampaio, ex-vice governadora, com 11% das preferências. O candidato do PSOL, Toninho, tem 1%. Os votos brancos e nulos somam 9% e os eleitores indecisos, 12%.
ViolênciaA campanha eleitoral em Brasília está com um processo de violência que aumenta a cada dia. Na terça-feira, por exemplo, a coligação Juntos por Brasília, da governadora licenciada Maria de Lourdes Abadia, denunciou que oito homens, armados, agrediram, no Gama, um grupo de rapazes e moças que distribuíam propaganda eleitoral.
Garantem os militantes que os agressores vestiam camisetas do PFL.
Sigilo, nunca maisAo tomar conhecimento que a Câmara dos Deputados havia aprovado o projeto que acaba com o voto secreto, o deputado José Roberto Arruda (PFL-DF) comentou: "Espero que nunca mais deputados e senadores possam votar escondido atrás do painel eletrônico. Com o voto aberto, o eleitor saberá como os seus direitos estão sendo defendidos, na prática, pelos legisladores".
PALANQUE NACIONALPor que será?A pergunta que se faz, com muita freqüência, em Brasília, é sobre a razão que levou o ex-governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), a mudar a versão da conversa que teria tido com o presidente Lula para alertá-lo sobre o esquema do mensalão.
Conforme Perillo, que é candidato a senador, em conversa que teria tido com ele, Lula teria dito: “cuida dos seus deputados, que eu cuido dos meus”. Em 2005, o então governador enviou carta ao Conselho de Ética da Câmara dos Deputados afirmando que Lula teria dito “não ter conhecimento do assunto”.
BanditismoAtualmente com 10% das intenções de voto, a candidata do PSOL, Heloísa Helena admitiu que compreende o alto índice de eleitores que listam o voto nulo como opção. Para ela, isso traduziria a vontade daqueles que fogem do “banditismo eleitoral”.
Heloísa Helena garante que, se for eleita, fixará uma meta de 7% de crescimento para o país já no primeiro ano da administração.
Cofre cheioReforço no caixa do PSDB: o comando da campanha de Geraldo Alckmin à Presidência da República arrecadou pouco mais de R$ 21 milhões no mês de agosto.
O total de receita declarado é de aproximadamente R$ 20,5 milhões e o resultado garante à campanha um saldo positivo superior a R$ 700 mil ao longo do mês.
ReformaNão é só presidente Lula que já conta como certa a reeleição.
Fernando Collor não tem dúvida que o mandato de senador já está mais do que garantido.
E tanto é assim que já está providenciando uma reforma na Casa da Dinda, onde pretende voltar a morar.
Lula com fôlegoO presidente Lula abriu mais um ponto de vantagem sobre o segundo colocado, Geraldo Alckmin (PSDB), e continua favorito a vencer no primeiro turno, de acordo com pesquisa Datafolha divulgada pelo "Jornal Nacional", na terça-feira.
Lula tem 51%, contra 27% de Alckmin e 9% de Heloísa Helena (PSOL), que caiu um.
Assepsia, não!Ao fazer um discurso ao lado do ex-ministro da Saúde Humberto Costa (PT), indiciado pela PF nos escândalos dos vampiros e candidato ao governo de Pernambuco, o presidente Lula defendeu-o afirmando que é preciso aprender com as denúncias: "Democracia não é só coisa limpa, não", disse.
Essa declaração foi feita durante comício em Caruaru, quando o presidente comentava os ataques contra ele e seus aliados. Defendeu, inclusive, seu ex-ministro e candidato do PT ao governo de Pernambuco, Humberto Costa.
Na platéia estava Bruno Maranhão, líder do Movimento de Libertação dos Sem Terra, que foi preso após a invasão e depredação da Câmara dos Deputados, em junho.
Esperança de AlckminApesar de tudo, o tucano Geraldo Alckmin ainda mantém a esperança de reverter o quadro. Sua estratégia agora é a de pedir empenho dos prefeitos do estado de São Paulo para assegurar um lugar no segundo turno da eleição.
O pedido foi feito, na terça-feira, logo depois de divulgado o resultado da pesquisa Datafolha confirmando o favoritismo de Lula para vencer já no primeiro turno.
Ameaça a democracia Os candidatos a presidente Heloísa Helena (PSOL) e Cristovam Buarque (PDT) afirmaram, na terça-feira, que uma eventual vitória em primeiro turno de Lula poderia trazer conseqüências negativas para a democracia. Conforme Heloísa Helena, a reeleição de um governo marcado por escândalos de corrupção seria um mau exemplo para as novas gerações.
Para Cristovam, se a eleição for defendida no primeiro turno o país corre o risco de ter um governo autoritário. "Ele vai chegar numa arrogância que será antidemocrática. A tendência de termos um regime autoritário é grande", advertiu o pedetista.
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