Conversando com o leitor
Data de Publicação: 30 de setembro de 2006
As eleições deste domingo, sem dúvida nenhuma, serão as mais importantes para o Brasil e a capital da República.
Em nível nacional, porque o país enfrenta a sua mais grave crise política e ética, sem precedente na história, com escândalos sucedendo escândalos, levando a corrupção a ser banalizada. Nem parece que é uma leniência, que precisa ser combatida e punida, com rigor.
Mas, essa crise política e ética, reflete na economia. O Brasil, por exemplo, a quatro dias para as eleições, além do desgaste internacional da sua imagem, que já sofre rasuras, parecendo mais uma dessas republiquetas de bananas, começa a contabilizar resultados negativos. Um exemplo, apenas: justo o aumento dos gastos públicos e casos de corrupção, empurraram o país, ladeira abaixo, no ranking dos países mais competitivos.
O relatório do Fórum Econômico Mundial, divulgado na terça-feira, registra que o país caiu da 57ª posição para a 66ª.
Isso significa que o Brasil, ano após ano, está se distanciando dos países mais capacitados para crescer e gerar prosperidade aos seus quase 200 milhões de habitantes.
E por que isso está acontecendo? É uma conseqüência do aumento dos gastos públicos e à crise política, impossibilitando que sejam aprovadas reformas econômicas e que seja construído um cenário institucional para estimular credibilidade ao mercado externo.
Quanto ao Distrito Federal, que está chegando aos 50 anos, com um novo governador a ser eleito, também enfrenta graves problemas estruturais, sociais e econômicos. A capital da República cresceu muito, além da expectativa dos que a planejaram. Tem quase três vezes a população estimada apenas para o ano 2000. Sem falar em um Entorno, que agrava ainda mais os problemas sociais, acentuando os índices de desempregados, cada vez mais assustadores, um componente adicional ao clima de insegurança que não pode ser ignorado por aquele que for eleito para ocupar o Palácio do Buriti, a partir de janeiro próximo.
O regime democrático, que devemos defender, sempre, tem, entre as suas virtudes, a de delegar ao povo a escolha dos seus governantes e seus representantes. E, para que o povo possa escolher os melhores entre governantes e membros do Legislativo, houve um longo período de debate, comícios e horário de propaganda eleitoral, na mídia eletrônica, para que a proposta de cada um fosse conhecida.
Cabe, agora, ao eleitor, no domingo, votar consciente que os candidatos que escolher serão, realmente, os melhores para o Brasil e o Distrito Federal.
Essa é a responsabilidade de cada um de nós, sabendo, no entanto, que todos somos responsáveis, no futuro, pela conseqüência das nossas opções.
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