Palanque
Data de Publicação: 2 de setembro de 2006
PALANQUE DFMal-entendidoAlguns interlocutores do ex-governador Joaquim Roriz já ouviram dele uma versão bem diferente da divulgada por uma gravação de uma conversa sua com o deputado Eri Varela.
Na quinta-feira, o colunista Carlos Honorato, do Jornal de Brasília, noticia uma conversa que tivera com ele, dando a seguinte versão: "O que penso do Arruda é o contrário. Acredito que ele está preparado para governar o DF".
Honorato, que é amigo de Roriz e seu ex-auxiliar, até acrescenta: "Chateado com o uso político da fita, Roriz está disposto até mesmo a gravar uma declaração para desfazer o mal-entendido".
Com AlckminJosé Roberto Arruda e Geraldo Alckmin estão procurando conciliar suas agendas para que consigam se encontrar nos próximos dias em Brasília, para compromisso de campanha.
O encontro entre o pefelista que disputa o Palácio do Buriti e o tucano que pretende ocupar o Palácio do Planalto deverá acontecer na próxima semana, durante um jantar no Guará.
Um policial no poderO deputado Fábio Barcellos que assumirá o Palácio do Buriti durante a licença da governadora Maria de Lourdes Abadia é policial civil, conquistando a presidência da Câmara Legislativa, demonstrando a sua liderança. Mas a política não o empolgou, e tanto é assim que não quis se candidatar à reeleição.
Sentado na poltrona principal do Palácio do Buriti são muitas as apostas de que a pauta de votação na Câmara Legislativa será descongestionada, até porque seu diálogo com os colegas é muito bom.
Isso, como presidente. Resta saber como governador.
Perdendo tempoA petista Arlete Sampaio vai perder tempo na propaganda eleitoral. A decisão é do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal que decidiu que o PT terá que conceder um minuto do seu tempo como direito de resposta ao candidato José Roberto arruda, do PFL.
O TRE acolheu representação argumentando que Arruda foi ridicularizado e suas propostas de governo debochadas.
É que em seu primeiro programa de tevê, a candidatura do PT apresentou bonequinhos caracterizando Arruda e Maria de Lourdes Abadia, do PSDB.
PALANQUE NACIONALFrustraçãoTambém pudera a frustração dos adversários do presidente Lula: pesquisa Datafolha revelada na quarta-feira mostra que apenas 6% dos eleitores do país mudaram o voto devido ao horário eleitoral. Tem mais: dos 43% que assistiram aos programas na TV e têm candidato, a maioria (37%) não mudou seu voto.
A pesquisa demonstra que a maioria dos brasileiros defende que os presidentes, governadores e prefeitos possam se reeleger. Para a reeleição presidencial a aprovação é de 68%.
Já entre os eleitores de Lula, só 2% mudaram o voto com o horário eleitoral, o que equivale a um ganho de ponto, já que o presidente tem 50% das preferências.
Tele corrupçãoNa quinta-feira, voltando a bater no presidente Lula, o candidato do PSDB, Geraldo Alckmin afirmou em entrevista ao jornal “O Globo” que o governo Lula é "um descalabro ético, uma lista telefônica da corrupção", e que a questão do PT "é roubo, é corrupção, é desvio de dinheiro público".
Como candidato a suceder Lula prometeu promover, se eleito, o desenvolvimento econômico e reduzir impostos.
Quando comentava os recentes atentados em São Paulo de uma facção criminosa, afirmou que o crime organizado não quer que ele se eleja.
Otimista, Alckmin disse que ainda acredita em uma virada até o fim do mês.
Heloísa contestaA candidata à Presidência da República pelo PSOL, Heloísa Helena, criticou, em Campo Grande, o presidente Lula, afirmando não acreditar nas pesquisas em que ela aparece em queda na preferência dos eleitores. Argumentou que, se cada um dos eleitores conseguir dois votos para ela, sua candidatura chegará ao segundo turno.
Para Heloísa, o crescimento de Lula nas pesquisas indica que ele está usando a máquina pública com finalidades eleitorais, aproveitando o cargo que ocupa.
Acredita, inclusive, que existem forças políticas atuantes para atrapalhar sua candidatura à Presidência.
Tudo é inviávelPara o candidato do PDT à Presidência da República, senador Cristovam Buarque (DF), o programa de governo de Luiz Inácio Lula da Silva é inviável para um segundo mandato.
Argumenta que o adversário não apresentou uma estimativa da redução dos gastos públicos, mas sim de crescimento desses custos, com a ampliação de programas de transferências de renda.
Para Cristovam, sem controle nos gastos, um novo governo só será possível com aumento de impostos.
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