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Ano 9 - 13 a 19 de Maio 2006
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Marcone Formiga

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Data de Publicação: 1 de julho de 2006
marconeformiga@brasiliaemdia.com.br

Empreitada

Com tantas denúncias de suspeitas de desvio de dinheiro no país inteiro faz muito sucesso nos salões de Brasília uma anedota, com forte conotação política:

Um prefeito resolveu construir um viaduto na entrada da cidade e convocou três empreiteiros - um alemão, um americano e um brasileiro - para executar o projeto.

O alemão estimou o custo da obra em US$ 6 milhões, justificando que US$ 2 milhões seria com o projeto e execução, US$ 2 milhões com a mão-de-obra, lucrando, com todos os encargos, US$ 2 milhões.

A proposta do americano foi de US$ 8 milhões: US$ 3 milhões para o projeto e execução, mais US$ 3 milhões para a indenização dos proprietários de imóveis na área em que o viaduto seria construído, lucrando US$ 2 milhões.

Foi, então, que o brasileiro expôs sua proposta: US$ 10 milhões, para espanto do prefeito, que quis saber por que seu preço era tão alto:

- Bom, US$ 3 milhões para mim, US$ 3 milhões para o senhor e o restante fica para o alemão executar todo o projeto.

Seria cômico se não fosse tão trágico o que acontece no Brasil.

Hidrofobia

Encontraram-se, na quarta-feira, no saguão do Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, o ex-poderoso ministro José Dirceu, e também o ex-governador Anthony Garotinho.

Pela expressão nos olhos dos dois, ficou evidente que não nutrem apenas uma recíproca antipatia.

Na verdade, eles se odeiam.

De volta

Na esteira da Copa do Mundo, além de um livro autobiográfico, Pelé pretende lançar, ainda este ano, um filme e gravar um CD com suas músicas, além de tentar, outra vez, a carreira de cantor.

Argh!

Experiência

Agora que está terminando um mandato, tentando o segundo, o presidente Lula já manifestou a intenção de ter muita, mas muita cautela mesmo antes de nomear ministros, em um eventual segundo mandato.

Aprendeu, enfim, uma lição que Napoleão Bonaparte ditava em sua época.

Que nunca se deve nomear quem não pode demitir depois.

Consolo

A mídia americana tem publicado esses dias que, em Washington, alguns integrantes do Congresso emitiram cheques sem fundos em cima dos fundos de pensão dos próprios parlamentares.

Para quem se envergonha com os sanguessugas e mensaleiros até que o fato serve para aliviar um pouquinho.

Mas também é uma ver-go-nha!

Debandada

As pessoas jurídicas sempre foram a alegria dos donos de restaurantes, porque pediam do bom e do melhor, pagando as contas com cartões de crédito corporativos, sem reclamar dos preços ou conferir a soma total da despesa.

Cutucaram o Leão com a vara curta e a Receita Federal passou a exigir que as administradoras a lhe fornecer os extratos dos cartões, acabando a farra.

Agora, a turma de Pjs anda mais modesta.

Raqueteiros

Sílvio Abreu pretende marcar o final da novela “Belíssima” chamando atenção para um problema social muito sério no Brasil.

Vai bater pesado nos raqueteiros, ou seja, homens que batem em mulheres e depois recebem como punição apenas o pagamento de cestinhas básicas ou a prestação de serviços comunitários.

Cobrará uma legislação mais rigorosa para punir os agressores.

Em noite junina, José Jorge, Marianne e José Roberto Arruda

Vice em alta

Passou o tempo em que vice era apenas uma figura decorativa, acionada só quando o titular se ausentava ou ficava doente.

José Alencar, por exemplo, gostou tanto da condição de vice que fez de tudo para continuar, ao ponto de agora elogiar as taxas de juros que tanto criticava no passado. O senador Paulo Octávio abriu mão de quatro anos no Senado para ser vice de Arruda.

Para dar ainda mais status ao cargo de vice, o então ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, Maurício Corrêa, acabou aceitando compor na chapa da governadora Maria de Lourdes Abadia, enquanto o também ex-ministro do STF, Carlos Mário Velloso, está cotadíssimo para ser o vice de Aécio Neves.

Os dois, inclusive, presidiram o STF.

Tapete voador

Já que a campanha eleitoral vai começar, tem uma pergunta que não quer calar: o presidente Lula vai continuar viajando no Airbus, seu tapete voador, com todas as despesas pagas pelos contribuintes?

E então, ministro Marco Aurélio de Mello, o que o Tribunal Superior Eleitoral acha disso?

Passagem só de ida

Tem muita gente no plenário do Senado sonhando em despachar o senador Ney Suassuna para Quiguízia, na Ásia, no primeiro avião.

Mixou o carburador depois do escândalo dos sanguessugas.

No futebol e na diplomacia

Acabou o pragmatismo nas relações entre os diplomatas brasileiros e argentinos.

Nada de coexistência pacífica.

O jogo está ficando muito pesado em Brasília e Buenos Aires.

Já na Alemanha...

Mercado design

As obras de revitalização do Setor de Indústria e Abastecimento (SIA) estão ajudando a área a atrair o interesse de empresários. O Mercado Design, associação de oito lojas de decoração que trabalharão em projetos de forma integrada, será a nova atração. O espaço, de 3,5 mil metros quadrados e quatro andares, será aberto ao público até o fim do ano.

No dia 8, haverá um churrasco para celebrar a festa da cumieira - com direito a telão para que todos possam acompanhar a disputa pela terceira colocação na Copa do Mundo.

Poderofobia

O ex-poderoso, e põe poderoso nisso, Luiz Gushiken, não apenas foi abatido em pleno vôo em Brasília.

Ele vem demonstrando ultimamente sintomas que acometem àqueles que desembarcam deslumbrados com o poder.

A poderofobia, ou seja, horror ao poder político.

Hummmm!

Prestígio

Além de funcionar como eficiente beque-de-espera do presidente Lula, o ministro Tarso Genro tem muito prestígio com o dono do principal gabinete do Palácio do Planalto.

Não demonstra, mas tem mais poder de fogo do que José Dirceu na época que parecia ser um primeiro-ministro.

Rosa de Tóquio
Marta Suplicy

Até alguns cardeais do PT admitem que Marta Suplicy poderá funcionar como uma espécie de Rosa de Tóquio, a locutora japonesa que confundia os aliados na Segunda Guerra Mundial.

Se ela, realmente, se engajar na campanha de Aloizio Mercadante, o estrago será grande.

De volta

Fazendo de tudo para ficar na moita, o senador Valmir Amaral está para entrar na berlinda.

A conferir.

Pão e brioche

Um atento observador da vida social brasiliense registra uma mudança significativa nos hábitos da capital da República, que já foi borbulhante, com nababescas recepções.

Hoje, as grandes recepções são promovidas muito mais em torno de interesses comerciais do que pelo puro e simples exercício social de receber os amigos.

Não ostentar em um momento que a maioria da população brasileira anda rangendo os dentes, justamente porque não tem o que comer, é uma razão.

CURTINHAS

O executivo Rodrigo Nogueira, que está completando 40 anos, resolveu comemorar da forma espiritualmente correta: vai percorrer o caminho de Santiago de Compostela. Para ir adelante em muitas décadas.

Como fazem tradicionalmente, Cristina Boner e Bruno Basso recebem, no sábado, para uma festa junina, com caráter filantrópico, ajudando a Creche Lúcio Costa. No mesmo dia festejam os quatro anos do neto Breno.

Na quinta-feira, recebeu para festejar a data nacional do seu país, o embaixador do Canadá, Guilhermo Rischynski, em tarde muito prestigiada.

Os mais expressivos nomes da medicina brasiliense movimentaram o Hospital Brasília, na noite da quinta-feira, por um motivo muito especial: a sessão de inclusão de Odílio Luiz da Silva, ortopedista, e Oscar Mendes Moren, pediatra, na Galeria Mestres da Medicina Brasileira.

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