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Ano 9 - 13 a 19 de Maio 2006
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O Brasil caminha para o título, mesmo com a seleção do Parreira

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Data de Publicação: 1 de julho de 2006
Por: Hélio Fernandes
brasiliaemdia@brasiliaemdia.com.br


Parreira perdeu totalmente o comando da seleção (mesmo a dele) deixou no banco alguns insubstituíveis. E embora Parreira viesse dizendo e repetindo, "só divulgarei a escalação, uma hora antes do jogo", Cafu e Roberto Carlos, foram categóricos e definitivos: "Eu vou jogar, não há por que sair”

Brasil X Gana pelas oitavas. Por mais impressionante e surrealista que seja, Parreira (e logicamente sua esdrúxula seleção) estava assustado, tenso, angustiado, nervoso e temendo visivelmente um adversário fraquíssimo. A badalada, favorita e poderosa seleção do Brasil, apavorada com os apenas esforçados jogadores de Gana.

Não posso deixar de registrar, por mais contraditório que possa parecer: a "fisgada" e o impedimento de Robinho, "resolveram" a vida de Parreira. Robinho atração, sensação e repercussão, não poderia ser barrado. E com ele, teria que entrar em campo a seleção do terceiro jogo. Sem ele, Parreira se animou e colocou a seleção dos dois primeiros jogos, a dele e não a do Brasil.

E mais realista, verdadeiro e irrefutável: Parreira perdeu totalmente o comando da seleção (mesmo a dele) deixou no banco alguns insubstituíveis. E embora Parreira viesse dizendo e repetindo, "só divulgarei a escalação, uma hora antes do jogo", Cafu e Roberto Carlos, foram categóricos e definitivos: "Eu vou jogar, não há por que sair". Dito por um e repetido pelo outro.

Outro registro que precisa ser feito: o preparo físico da seleção não é dos melhores. Além de Robinho, ainda no primeiro tempo, "sentiram" 4 jogadores. Kaká, Emerson, Lucio e Zé Roberto. Em duas vezes Gilberto Silva e Juninho Pernambucano, foram "aquecer". Mas voltaram para o banco. Aos 15 do segundo, entrou Juninho, todos os comentaristas dos 3 canais, disseram: "Vai sair Adriano".

Era impossível errar. Adriano não devia ter entrado, precisava sair, obrigatoriamente. Nos 60 minutos em que esteve em campo, Adriano pegou duas bolas. Na primeira se jogou dentro da área, levou cartão amarelo. Na segunda visível o impedimento, marcou para o Brasil. O insuspeito e competente Arnaldo Cesar Coelho: "gol, ilegal".

No primeiro tempo, além da fragilidade de Gana e do recuo surpreendente da seleção do Parreira, 3 lances citáveis e analisáveis.

1 - Aos 5 minutos Ronaldo fez o primeiro gol, aliás sua única participação no jogo. Como dizem todos, "futebol é gol".

2 - Aos 41 minutos, sozinho, um jogador de Gana cabeceou, a bola era indefensável, mas Dida defendeu. Milagre? Reflexo? Sorte? Não interessa, defendeu.

3 - Gol de Adriano, presente do árbitro.

Por mais simpatia que este repórter tem pelos 37 países da África (excluída naturalmente a África do Sul do aparteide), explorados e escravizados, em matéria de futebol, Gana está longe de qualquer avaliação positiva. Gana é muito pior do que a Croácia, Austrália e Japão, os adversários(?) da primeira fase. Não há como perder mesmo entrando em campo a instável e vaiadíssima seleção do Parreira. Vão dizer que o público não entendeu?

Apesar disso, o melhor jogador do Brasil foi o Dida. Os jogadores de Gana não sabem chutar, desperdiçaram incríveis chances de gol. Destaque do Brasil além do Dida? Ninguém. Mas na verdade, o maior pesadelo foi o que Parreira cínica, estouvada ou levianamente, chama de tática.

Kaká, que se destacou no primeiro jogo, diminuiu no segundo, no terceiro e quarto nem apareceu. Idem para todos os outros. Eu sei que irão dizer: 3 a 0, o que é melhor do que isso? 3 a 0 valeu a passagem para as quartas, dessa Copa que eu já havia analisado há mais de 2 meses e concluído: "Será mais monótona do que a de 1994". Quem tem coragem de contestar, deixando de lado a "patriotada" que não constrói nada?

Jogo irritante, decepção para os 65 mil torcedores no estádio e os milhões pela televisão do mundo. Em 1974, aí mesmo, vi o Brasil perder para a Holanda, 2 a 0. Só que eram apenas 25 mil lugares, a remodelação foi grande 32 anos antes perdemos nas semifinais, depois, em Munique, perderíamos o terceiro lugar para a Polônia.

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