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Ano 9 - 13 a 19 de Maio 2006
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Bien Sür, Monsieur Zidane

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Data de Publicação: 1 de julho de 2006
Copa do Mundo

Por: Laura Biagio
Ronaldo

A primeira etapa de jogos ao estilo matamata acabou, com ela acabaram, também, as esperanças de oito seleções. Para as quartas, restaram as outras oito classificadas, das quais apenas duas ainda não levantaram a taça, Portugal e Ucrânia. O Brasil, pentacampeão, está entre as melhores da Copa 2006, em que estão também a arque rival e bicampeã Argentina, a anfitriã e trimundial Alemanha, a Itália, outra tri, e as campeãs Inglaterra e França, a próxima adversária do Brasil.

Adriano
Os jogos da Copa estão ficando mais bonitos. Para conseguir bons exemplos não precisamos procurar muito, porque Ronaldo, tão criticado, fez sua parte. Após marcar dois gols contra o Japão, o fenômeno recebeu a bola de Kaká e marcou, com estilo, o primeiro gol do Brasil contra Gana.

Com ou sem excesso de peso, Ronaldo praticamente tirou o goleiro Kingson para dançar, num drible bonito que fez os torcedores vibrarem e voltarem a acreditar na magia do futebol brasileiro.

Outro destaque foi Kaká. Será que ele estava com alguma coisa escondida no meião? Algo como régua, compasso ou calculadora? Afinal, seus passes na medida para Ronaldo, que resultou no primeiro gol, e para Cafu, na jogada que Adriano finalizou carimbando o segundo gol brasileiro, foram de exatidão impressionante.

Zé Roberto
E o mais impressionante é que nossa seleção é tão rica em futebol que, mesmo após a vitória por 3 a 0, continua sendo criticada. E com razão.

Outro lance que deve ser lembrado é o gol de Maxi Rodríguez, da Argentina, que definiu o jogo contra o México, já na prorrogação. Rodríguez matou no peito a bola recebida de Sorín e acertou uma bomba no canto direito, sem chance para o goleiro mexicano.

O sufoco de Suíça e Ucrânia também deve ser lembrado. Mesmo com uma partida “meio parada”, os jogadores buscaram a classificação até o fim da prorrogação. Apesar de sair da Copa sem ter tomado um gol sequer, os suíços vão querer esquecer que a Copa 2006 existiu. Afinal, a Suíça entrou para a História das Copas como a primeira seleção a não marcar gols em uma disputa de pênaltis desde 1982, quando esta forma de desempate foi instituída.

Sorte da Ucrânia, que ficou com a vaga nas quartasdefinal e enfrenta a Itália.

Ainda pelas quartas, duas favoritas ao título se encontram. Alemanha e Argentina se enfrentam em um jogo que promete muita dedicação por parte dor jogadores e emoção para as torcidas. Quem ganhar seque para as semifinais e enfrenta o vencedor de Itália e Ucrânia.

Para o Brasil, restou a tarefa de fazer com que o jogo contra a França seja a despedida do craque Zinédine Zidane do futebol mundial.

Na partida contra a Espanha, os jogadores tentaram e a torcida espanhola quase se cansou de tanto mandar “tchauzinhos” para o meia francês, que já anunciou sua aposentadoria para o final da Copa. Mas o francês não só se recusou a voltar para casa, como também garantiu a vitória da França com uma cobrança de falta que levou ao segundo gol, virando o jogo.

Barthez e Zidane: hora da revanche?
Para completar, nos acréscimos, Zidane, aos 34 anos, garantiu o seu com uma jogada individual capaz de fazer inveja a muitos “meninos” .

Esta é a terceira vez que Brasil e França se enfrentam em Copas do Mundo. A vantagem é francesa. O próprio Zidane marcou dois gols em cima do Brasil na final da Copa de 1998, jogo que os brasileiros não gostam, sequer, de lembrar.

Além de 1998, a seleção francesa remete a mais uma triste lembrança brasileira. Em 86, no México, a França encontrou o Brasil nas semifinais e, após o empate em 1x1, venceu a seleção brasileira nos pênaltis.

Nas estatísticas a vantagem é francesa, mas não se pode esquecer que o título de 1958 veio depois de um jogo contra a mesma França, também nas semifinais, quando o Brasil de Pelé, que marcou três gols nesta partida, goleou os franceses por 5x2, avançou para a grande final e trouxe, pela primeira vez, a taça do mundo.

Os brasileiros, amantes do futebol por natureza, muito devem à Zidane, afinal, em sua terceira Copa, o meia já fez nossos olhos brilharem muitas vezes com suas belos gols e jogadas. De qualquer forma, embora Parreira descarte o sentimento de revanche entre os jogadores, tudo o que os brasileiros esperam é proporcionar um belo jogo de despedida ao grande craque francês. E, ao mandar a França de volta para casa, soltar o grito que está entalado na garganta desde 98.

Obrigado, Monsieur Zidane, por escolher a nossa seleção para o histórico jogo da sua despedida! Sentimonos honrados, mas somos mais Brasil!...

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