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Ano 9 - 13 a 19 de Maio 2006
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O ideal é começar cedo

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Data de Publicação: 1 de julho de 2006
Por: Renata Magdaleno

Na hora de programar a agenda infantil, alguns pais dão prioridade aos cursos de informática e línguas: afinal, o mercado de trabalho está cada vez mais exigente, e é bom se preparar desde cedo. No entanto, médicos e educadores estão convencidos de que a atividade física é essencial: além de estimular o crescimento, ajuda a relaxar e até a socializar, quando praticada em grupo.

Qualquer que seja a escolha, não force seu filho a se transformar num atleta, obrigandoo a participar de competições. Assim, ele pode perder o interesse pelo esporte.

NATAÇÃO

Indicada para problemas respiratórios e de coluna, é relaxante e trabalha todo o corpo, sendo considerada um esporte completo. Além disso, como nosso corpo fica muito mais leve dentro d'água, o risco de lesões é quase nulo. Clubes e academias costumam oferecer aulas para bebês a partir de 6 meses, quando as crianças já receberam a vacina tríplice. Algumas escolas aceitam bebês já aos 3 meses. O objetivo principal, nessa fase, é fazer com que os bebês se familiarizem com o meio aquático, ensinandoos também a flutuar.

É só aos 7 ou 8 anos que a criança está apta a coordenar os movimentos dos
braços, das pernas e da respiração, aprendendo com facilidade os quatro estilos de nado. As que se interessam em participar de competições devem se dedicar com afinco: é preciso treinar cerca de duas horas diárias, sob a supervisão de um profissional, para evitar danos às articulações, como a tendinite de ombro, freqüente entre atletas.

FUTEBOL

Sem dúvida, o esporte mais popular entre os meninos. Eles não sabem, mas, enquanto imitam as jogadas de Ronaldinho, aprendem a conviver em grupo, desenvolvem a psicomotricidade e a noção de espaço. As escolinhas aceitam alunos a partir de 4 anos. Nessa fase, as brincadeiras com a bola são também uma maneira de trabalhar a coordenação motora. O professor Carlos Eduardo Figueiredo diz que dos 8 aos 10 anos os pequenos se familiarizam com os fundamentos do futebol, como o drible e o passe. Os ensinamentos táticos só começam depois dos 13 anos.

BALÉ CLÁSSICO

Algumas academias aceitam crianças a partir de 3 anos. Nesta fase, as aulas são basicamente de recreação, com algumas noções de ritmo. Mas é só a partir dos 7 anos que as alunas estão prontas para assimilar a técnica.

Por outro lado, conforme explica a bailarina, professora e acadêmica em fisioterapia Renata Freitas, para calçar sapatilhas de ponta é necessário esperar até os 12 ou 13 anos. Antes disso, como a formação óssea e muscular ainda não está terminada, há risco de ocorrerem desvios e traumas. A criança poderá apresentar modificações nos arcos dos pés e também pés chatos, comprometendo a estrutura das pernas e dos joelhos. Tais alterações acabam comprometendo a coluna vertebral e o eixo postural.

Além de contribuir para deixar as meninas mais graciosas, o balé ajuda a desenvolver a disciplina. Outra vantagem é que elas precisam observar uma postura correta. Adquirem ainda elasticidade, noção de espaço e de seus limites e capacidades do ponto de vista físico.

TÊNIS

Conhecido como o xadrez dos esportes, o tênis exige concentração: ao rebater a bola, o tenista deve ser hábil o suficiente para calcular as próximas jogadas necessárias para completar pontos.

A idade certa para se matricular numa escolinha é aos 9 anos. Antes disso, os professores fazem só um treino com bolas, para estimular a coordenação motora dos alunos. Muitos pais se preocupam com a possibilidade de os filhos desenvolverem mais um lado do corpo do que o outro. O professor de tênis Reinaldo Vazquez, no entanto, diz que esse aspecto só deve preocupar quem se dedica ao esporte profissionalmente e treina várias horas por dia. Neste caso, é preciso compensar o esforço, fazendo musculação. Quanto ao tennis elbow, inflamação no tendão do cotovelo, Vazquez diz que o problema só atinge quem pratica sem orientação e rebate as bolas com muita força.

GINÁSTICA OLÍMPICA

Muitos pais evitam matricular seus filhos na ginástica olímpica por acreditar que ela inibe o crescimento. Essa idéia, embora errônea, tem sua razão de ser: é que, nas competições, só as meninas pequenas e leves se destacam. Mas, segundo Andréa João, extécnica da seleção brasileira, não é esse esporte que faz as atletas ficarem baixas: elas são escolhidas justamente por sua pequena estatura. "Este é o biotipo ideal: as meninas menores geralmente têm mais agilidade", explica Andréa.

Aos 2 anos já é possível começar. Além das acrobacias que as crianças adoram , elas fazem exercícios que favorecem o alongamento e a elasticidade, trabalham a coordenação motora, a resistência, a força, a disciplina e a concentração.

JIUJITSU

Aos 4 anos, as crianças já podem começar a lutar. Para os iniciantes dessa faixa etária, as aulas trabalham os movimentos básicos de defesa pessoal, sempre de forma prazerosa, com jogos e brincadeiras. O professor José Henrique Leão Teixeira, vicepresidente da Confederação Brasileira de JiuJitsu, no Rio, diz que entre as artes marciais esta é a luta menos perigosa, porque não há chutes nem socos. Os golpes, sempre no solo, são menos traumáticos. Além disso, o lutador pode admitir sua derrota através de uma batida no chão, evitando que o golpe seja aplicado até o final. Quanto à afirmação de que a luta deixa os jovens mais agressivos, José Henrique discorda: "Tudo depende da orientação. Quem é bem treinado não se torna violento, só usa a luta para autodefesa.”

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