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Ano 9 - 13 a 19 de Maio 2006

Coisas da política

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Data de Publicação: 1 de julho de 2006
Por: Adalberto Ribeiro
adalbert@hotlink.com.br
www.adalbertoribeiro.com


O general tempo conspira contra os alckmistas. O tempo voa e quem controla o eixo de gravidade do poder move montanhas, planaltos, caixa 1 e caixa 2. Lula já candidato há mais de uma década. O vento também sopra em favor do poder. Daqui a 4 anos Alckmin poderá ser um candidato palatável, quando a maioria dos brasileiros aprender pelos menos a soletrar o seu nome

O Fenômeno desencantou. E Alckmin?

Se o Brasil conquistar o equiçá, será decretado feriado nacional, haverá foguetório, desfiles, delírio geral da galera, centos milhões de brasileiros ficarão felizes e as cervejarias ficarão mais felizes ainda. E no dia seguinte? As cervejarias e a Rede Globo ditam a felicidade geral da Nação. ...“mas, há um momento em que os bares se fecham e todas as virtudes se negam”, decretou o poeta Drummond.

O Brasil virtual e das propagandas continua lindo. O Brasil das convenções e dos relatórios promete ser ainda mais maravilhoso. O Chapeuzinho Vermelho contou que não houve corrupção nem roubalheira no Governo e no PT, houve apenas “condutas inadequadas” dos companheiros.

De eufemismo em eufemismo, de concessão em concessão, nessa cantiga da dissimulação em breve os advogados criminalistas irão falar em “condutas inadequadas” do PCC, “condutas inadequadas” dos traficantes e assemelhados.

A economia do Brasil avançou igual ao Haiti. Mesmo assim todos os indicadores foram fenomenais. As inclusões sociais foram mais fenomenais que o jogador Ronaldo. Faz parte do “milagre brasileiro”, reduzir as desigualdades sociais sem crescimento e sem desenvolvimento econômico. O contrabando de armas e de drogas cresceu fenomenalmente. Aliás, o mais importante é conquistar o equiçá campeonato mundial de futebol. A república das cervejarias vai delirar, delirar, haverá foguetório e felicidades televisivas.

O fenômeno Ronaldo desencantou e o presidente Lula apresenta desempenho fenomenal nas pesquisas. Os alckmistas ainda não encontraram a fórmula para desencantar o chuchu. Nem poderiam. Lula está em campanha há mais de uma década, desde quando era candidato olímpico nos tempos cabeludos. Alckmin fez um governo fenomenal em São Paulo, digamos, e está em campanha há dois ou três meses pelo Brasil afora. Daqui a 4 anos poderá ser um candidato palatável, quando a maioria dos brasileiros aprender pelos menos a pronunciar o seu nome.

O general tempo conspira contra os alckmistas. O tempo voa, o tempo é um passarinho e quem controla a força da gravidade do poder move montanhas, planaltos, caixa 1 e caixa 2. O tempo e o vento sopram em favor do poder. E o vento levou para o passado o favoritismo de José Serra.

Lutando contra o vento e contra o tempo, a delirante Heloisa Helena promete ressuscitar Zumbi dos Palmares e Antônio Conselheiro para levar a humanidade brasileira ao paraíso socialista, onde haverá rios de mel e montanhas de cuscuz com leite. Com base na crença de que a luz do sol é o melhor desinfetante, o PSOL projeta todos os raios para exterminar o vírus da corrupção e das fraquezas humanas do coração do Brasil. Até hoje nem Jesus Cristo, nem Alá, nem Buda, nem Maomé, nem São Judas Tadeu das causas impossíveis, nem os orixás conseguiram. Mas os guerreiros e as guerreiras do PSOL espalham a promessa de um novo Messias ou uma nova deusa mitológica, preferencialmente nascida nas Alagoas de Zumbi, de Teotônio Vilela e de Fernando Collor, uma nova deusa para convocar o Juízo Final contra os ímpios, os pecadores, os capitalistas, as elites perversas e os vendilhões da Pátria que castigam o Brasil.

Haverá uma revolução cultural se Cristovam Buarque for eleito. Em quatro anos de mandato, não restará pedra sobre pedra da ignorância que assola o Brasil. Quem tiver a ventura de nascer no Brasil se tornará honesto, trabalhador, pontual, dedicado, solidário, produtivo, reunirá as máximas virtudes de um ser humano. Seremos uma nova potência à moda da Coréia do Sul, no dia de são nunca. Ave, Cristóvão Buarque, os brasileiros que vão nascer te saúdam pelo grande milagre na face da terra tropical.

Nas jogadas do passado, o sociólogo Pelé pregou a sentença de que o povo brasileiro não estava preparado para eleger o presidente da República. Ao longo do tempo, confirmase a profecia de que a brasileirada continua a adotar “condutas inadequadas” na boca das urnas.

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