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Ano 10 - 29/07 a 04 de Agosto 2006
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A elegância está na moda

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Data de Publicação: 28 de julho de 2006
A elegância sempre esteve na moda. Ainda que tenhamos que considerar cada época com suas próprias características. No inicio do século passado, a roupa masculina era essencialmente utilitária e pouco imaginativa. A formalidade e moralidade daqueles anos podem ser definidas nas regras austeras do guarda-roupa vitoriano. A Primeira Guerra Mundial trouxe mudanças básicas. A roupa passou a ser mais funcional, prática e, principalmente, confortável. Nos anos 30, a influência inglesa tomou conta da moda. O estilo do Duque de Windsor (Príncipe de Gales coroado Rei Eduardo VIII, que abdicou do trono por amor a uma plebéia americana, Wailis Simpson, e se tornou duque) foi, sem dúvida, a maior influência na moda masculina de todos os tempos. Sua personalidade suave e elegante ditou normas que foram copiadas por todos.

Durante a chamada grande depressão americana, de 29 a 33, o cinema se incumbiu de mostrar galãs bem vestidos, elegantes e esnobes, estilo que permaneceria nos anos 40 abalados pela Segunda Guerra. Os anos 50 foram de conformidade. A guerra deixou seqüelas e a moda se vestiu de acordo com o establishment. É a época do Ivy League Look, da massificação da silhueta masculina e do boom das novas fibras como o rayon e o nylon, que facilitaram a difusão das roupas prontas. Fáceis de lavar, mais baratas e industrializadas, nem por isso perdera m algo de clássico em seu estilo.

Os loucos anos 60 provocaram uma revolução contra o establishment que se refletiu na moda. A tendência predominante era a da expressão própria no vestir contra a conformidade da década anterior. Pela primeira vez na história a juventude ditou as regras da moda. Ser jovem era o máximo, e não foram poucos os pais que buscaram inspiração no guarda-roupa dos filhos. Os preceitos de elegância difundidos nas décadas anteriores se deterioraram naquele momento. O elegante era ser deselegante.

Os anos 70 foram os da contestação. A moda se tornou mais prática e menos exibicionista. Os jeans e as roupas inspiradas nas dos trabalhadores amalgamaram gerações e dissolveram barreiras sociais. Na virada desta década, o movimento punk proclamou com rebeldia e violência o fim da uniformidade democrática e elegeu a agressividade, ostentando o lixo como grande luxo. A falta de grana era símbolo sucesso.

Chegamos ao no milênio quando o sucesso através do trabalho se tornou a tônica, deixando de lado revoluções e contra-revoluções. A moda se veste de uma elegância clássica e propõe atitudes mais requintadas, saudosas de tempos menos conturbados - os idos 30 e 40. Chegamos à época do International Style. O estilo é inglês, adaptado pelos italianos e adotado pelos americanos. A velocidade dos meios de comunicação difunde a informação. Todos adaptam quase que simultaneamente as tendências de uma linha mestra e se proclamam criadores de estilo.

A nós, brasileiros, para acompanhar a tendência planetária, resta-nos adotar o bom senso do bardo bretão William Shakespeare quando diz em Hamlet (em bom português): "Compre o melhor que puder seu bolso, com moderação e bom gosto, evite modismos fugazes porque a boa roupa faz o homem."

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