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Ano 9 - 13 a 19 de Maio 2006

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Data de Publicação: 22 de julho de 2006
Daniel chora. Suzane se afasta

O comportamento dos réus do caso Richthofen chamou a atenção do público que assistiu ao julgamento, iniciado na segunda-feira no plenário do 1º Tribunal do Júri de São Paulo, no fórum da Barra Funda (zona oeste de São Paulo). Daniel Cravinhos chorou em diversas ocasiões, enquanto a filha das vítimas, Suzane von Richthofen, tem sido vista dando ordens aos advogados.

Suzane, o então namorado dela, Daniel, e o irmão dele, Cristian, são réus confessos no processo que os acusa de ter planejado e matado os pais dela, Manfred e Marísia von Richthofen, na casa em que a família morava, na zona sul de São Paulo, em outubro de 2002.

Daniel chorou em diversas ocasiões. Ele chegou a pedir lenços de papel à sua advogada, Gislaine Jabur, para secar o rosto e o nariz, e copos d'água. Suzane, sentada ao lado do jovem, se mostrou incomodada com o choro e afastou sua cadeira.

Nervoso

Em seu interrogatório, no primeiro dia, ele esteve visivelmente nervoso. Mesmo assim, falou de forma pausada e correta, usando, inclusive, expressões formais, que poderiam denunciar que o discurso havia sido ensaiado. Enquanto falava, ele manteve as mãos -algemadas - entre as pernas.

Quarta-feira, ele trocou um olhar amistoso com a testemunha Sérgio Gargiulo, que era seu amigo pessoal e chegou a ir a um churrasco na casa de Suzane antes do crime. Em plenário, quando tinha Suzane ao seu lado direito e o irmão, ao lado esquerdo, Daniel manteve os ombros curvados e a cabeça baixa.

Despedida

O velório do ator Raul Cortez, realizado na quarta-feira de manhã, esteve aberto ao público desde às 12h30, no Teatro Municipal de São Paulo. Segundo a Guarda Civil Metropolitana, cerca de 10 mil pessoas aguardavam fora do prédio, antes da liberação do acesso. Às 17h, o caixão, que ficou lacrado a pedido do ator, seguiu para o crematório de Vila Alpina, na zona leste.

Não houve fila organizada, apenas uma aglomeração na porta de entrada e uma fita isolando as escadarias. A falta de organização deixou o público irritado. "Acordei às 5h da manhã e vim do km 18 da Raposo Tavares. Além de ser empurrada, vi só o caixão fechado", disse a costureira Vera Lúcia Silva, 59.

TRE suspende fundo partidário

O TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral) de São Paulo suspendeu a transferência de novas cotas do fundo partidário ao diretório regional do PDT. Segundo o Tribunal, a decisão foi tomada porque o partido cometeu diversas irregularidades na prestação de contas anual de 2000.

O TRE informou que o PDT não comprovou quase metade das despesas com salários e ordenados, não apresentou documentação de gastos com manutenção e reparos e não houve controle das despesas suportadas por recursos do fundo partidário, entre outras irregularidades.

Oposição envolve PT

O PSDB e o PFL tentaram vincular, quarta-feira, o esquema dos sanguessugas ao governo federal. Na lista divulgada ontem de 57 supostos envolvidos com a máfia das ambulâncias aparecem três parlamentares do PSDB e quatro do PFL. Nenhum parlamentar do PT é citado no esquema.

Mesmo assim, a oposição argumenta que nenhum esquema de corrupção do Legislativo pode ocorrer sem a ajuda do Executivo.

"O PT está no Poder Executivo. Não se pode realizar uma operação desse tamanho sem o Executivo", disse o prefeito do Rio, Cesar Maia (PFL).

Alencar sai da UTI

O vice-presidente assumiu interinamente a Presidência da República na quarta-feira, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva viajou para a Argentina. Alencar se submeteu ontem a uma cirurgia para a retirada de um tumor na região posterior do abdome.

De acordo com boletim médico divulgado quarta-feira pelo hospital, o "pós-operatório transcorreu sem intercorrências". O hospital informou que o vice-presidente já caminha e passa bem.

Ele recebeu alta da UTI, mas continuará internado no hospital. A expectativa é que Alencar receba alta até domingo.

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